SINDMETROPE reage à RESOLUÇÃO CPPI Nº 324 e reafirma compromisso com a Defesa do Emprego Público e do Metrô Público em Recife
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (SINDMETROPE) divulgou nota oficial nesta quinta-feira (23) manifestando sua indignação com a publicação da RESOLUÇÃO CPPI Nº 324, que trata da reestruturação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e impacta diretamente os trabalhadores metroviários do Recife.
A direção do sindicato critica duramente a decisão do governo federal, considerando-a incompatível com as expectativas de uma gestão que se apresenta como representante dos trabalhadores.
REAÇÕES E MEDIDAS DA CATEGORIA
Apesar de não ter sido surpreendida pela medida, a categoria expressa revolta e reafirma sua disposição de luta em múltiplas frentes: JURÍDICA, POLÍTICA E SOCIAL. O SINDMETROPE relembra que, nos últimos anos, protagonizou a maior mobilização sindical em defesa do emprego público federal dos trabalhadores do metrô no país. O ápice dessa articulação foi a assinatura do **ACORDO COLETIVO ESPECIAL (ACE) em novembro de 2024, após intensas negociações em Brasília com cinco ministérios.
Esse acordo histórico garante aos metroviários do Recife o vínculo empregatício com a União, blindando-os contra tentativas de transferência para estados ou empresas privadas — proteção que agora se mostra essencial diante da nova resolução. O sindicato destaca que, diferentemente de Belo Horizonte, a exclusão do Recife da criação de uma subsidiária só foi possível graças à vigência do ACE.
COMPROMISSO COM A MOBILIZAÇÃO
O SINDMETROPE garantiu à categoria que continuará mobilizado e atuante. Uma notificação formal será enviada ao Governo Federal exigindo transparência, participação dos trabalhadores nas decisões e respeito aos direitos conquistados. O sindicato também reafirma seu compromisso com a manutenção de um **metrô público, de qualidade e com tarifa social acessível, e convoca os metroviários e metroviárias a permanecerem unidos contra qualquer tentativa de privatização.
“Não aceitaremos essa ação e iremos ao enfrentamento. Não à privatização!”, conclui a nota assinada pela direção do SINDMETROPE.
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